Ataque ao Castelo e sofrimento no Gigante

Sábado 24 de Novembro

O destino foram as Fragas do Castelo em Valongo.. Lugar mítico, onde se vê de tudo e mais alguma coisa..
Enchentes de radicais por um dia, grupos de amigos que adoram dominar um oito ao mesmo tempo de derretem uma corda,  povo adorador dos círculos “enfumados” da paz, gingões dentro dos carros.. enfim de tudo! Basta haver vontade!!

Para nós.. foi mesmo no intuito de escalar.. e como havia um “rookie” nada melhor que umas boas placas de quartzito para impôr respeito!!

Começamos por fazer um belo de um aquecimento.. ao sol!! Ai que maravilha! Depois de uma cigarrada, eis que os espíritos estavam prontos para iniciar o seu ataque ao Castelo.. Agradou-me especialmente a escolha do meu cordada inicial, que já não escalava à uns meses, mas decidiu-se por abrir a “Salto de Cavalo“, uma via de V+ tendo como “crux” um passe de aderência com saída em salto de cavalo! A auto-confiança demonstrada pelo MR deveria servir de exemplo!!
Infelizmente não poderei dizer o mesmo da concentração.. falhou o passe, tendo dado uma boa raspadela pela parede abaixo!! Quedas?? Isso é coisa do passado, o MR prefere vir na roçadela na esperança de ficar com as unhas bem limadas.. enfim, são mariquices!!  Enganaste-me bem!! Se imaginasse que ias falhar o encadeamento bem que tinha apostado um príncipe no Ribeiro (40cl=1,5€)..

O Lois deu inicio à segunda cordada na “Cuscas” uma outra via de 5º grau.. Enquanto isso lá fui eu fazer a “Salto de Cavalo” de forma a montar uma reunião para que o Miguel (rookie do dia) pudesse experimentar as sensações da rocha… Ele que estava cheio de boas intenções acabou por se sentir um pouco intimidado pelas forças ocultas provenientes da parede e que teimavam em comprovar as leis da gravidade! Mas portou-se bem! Ainda tivemos direito a assistir à subida do Vitó que estava num dia de fracas aspirações… Bahhh… frouxo!! 

Demos uns tiros ainda na “Placa da Esquerda” um 6a muito engraçado pela reglettes generosas que possui..

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Eu na “Placa da Esquerda” e Lois na “Cuscas”.

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Eu na reunião da “Placa da Esquerda”

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Como é óbvio, não poderia deixar de fazer uma visita à “Puxa Paulinho“, uma via ao estilo “bloqueiro” (sem qualquer conotação política) de apenas duas chapas mas dura quanto baste! Cotada como 6b e a qual me deu o prazer de efectuar duas visitas ao local recheadas de ensaios até a sacar.. Povo frouxo é assim!! E desta vez a coisa não foi muito diferente, obrigando-me a cair na primeira tentativa por já não me lembrar do passe! O MR também quis experimentar a sua sorte e apesar de não a encadear demonstrou bastante motivação ao ensaiar passe a passe prevendo assim encadear a via em breve.. espero que sim! O Lois.. o Monopolizador das Paredes (fdassss… pendura-se lá e primeiro que desça é o caraças) também foi lá dar uns tiros.. e portou-se igualmente bem mostrando que com mais uns ensaios saca a via! Para finalizar repeti a via esperando sacá-la.. Correu bem!!

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Lois a ensaiar em top a via “Puxa Paulinho”

Domingo 25 de Novembro

Se houve dia em que a rocha se encontrava gelada, além de húmida, foi este!! Só após uns bons minutos a fazer umas travessias pelo “Gigante” fora é que os deditos começaram a sentir-se capazes de se lançarem à conquista do nosso problema da semana passada.. “Vacas que caem do céu”.
Após um ou dois ensaios, pareceu revelar-se o que viria a ser a solução para o encadeamento do problema que estava a ser dificultado pela transição dos passes.. De referir que aquele bidedo é completamente saudável mas também um pouco “gore”.. Tanto que segundo o Lois, brevemente o CSI vai lá passar e descobrir impressões digitais com 100% de qualidade impregnadas no dito buraquinho!! O mesmo não se poderá dizer dos nosso deditos que sempre que lá vão ficam completamente desprovidos dessa informação científica! 

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Vitó no ensaio do passe de transição de face no problema “Vacas eu caem do céu”

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Passe de saída de uma face para a outra na “Vacas eu caem do céu”

Depois de uma ou duas quase encadeadelas, ficando o último movimento por fazer por falta daquela força de explosão necessária e que já é hábito manifestar-se no povo frouxo, lá acabou por sair.. Resultou num problema de cerca de oito movimentos em que me atrevo a cotar (embora não esteja habituado a isso) como um V0+ (6a+/6b segundo a minha tabela de comparações).
Quanto à dita força em falta… que sirva de “picanço” aos que lá passaram a manhã a derreter dedos.. existe sempre mais! É uma questão de não desistir!!

~ por savak em Novembro 26, 2007.

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